Spathodea campanulata P. Beauv. 
Nomes Comuns: Tulipeiro-da-África

Familia: Bignoniaceae
Origem: Leste da África

Descrição e Fenologia da Espécie
Árvore grande, 15 a 20 m de altura, casca fina e suberosa, ramos jovens verrucosos e pubérulos; folhas opostas ou em verticilos de três, imparipinadas, longo-pecioladas, quando novas pubérulas depois quase ou inteiramente glabras, até 50 cm de comprimento, 4 – 7 pares de folíolos opostos, às vezes alternados, geralmente oblongados, mas também elípticos ou lanceolados, ápice acuminado e base oblíqua, curto-peciolados, verde escuros e luzidios na face ventral, até 14 cm de comprimento e 6 – 7 cm de largura; racemo terminal curto-pedunculado; flores numerosas, grandes, vermelhas por fora e amareladas por dentro, franjadas de amarelo na margem, muito vistosas, 10 – 12 cm de comprimento, com pedicelo tomentoso-pubescente; cálice tomentoso-pubescente, longitudinalmente fendido de um lado, donde emerge a corola irregular, campanulada, mais ou menos enrugada, superiormente com cinco grandes lobos de margem crespa, na base atenuada em tubo de 2 cm.Época de floração varia de acordo com a região; no sul do Brasil ocorre durante a primavera e verão. Dispersão de sementes pelo vento (sementes aladas).

Ecologia da Espécie
Árvore de crescimento rápido em climas quentes. Desenvolve-se em locais de solo fértil e bem drenado. Possui grande capacidade de reprodução vegetativa e de rebrotamento.

Ambientes Preferenciais Para Invasão
Invade desde ambientes abertos ou degradados por agricultura ou pastoreio excessivo até sub-bosques de florestas secundárias.

Ocorrências Conhecidas
Espécie exótica invasora consagrada na Austrália, Havaí, Ilha Christmas, Polinésia Francesa e ilhas Fiji, onde foi muito utilizada para fins ornamentais. No Brasil há registro de invasão na Reserva Natural da Serra do Itaqui, na Área de Proteção Ambiental de Guaraqueçaba, litoral norte do Paraná, onde a espécie se prolifera em áreas desmatadas para implantação de pastagens. No caso específico da Reserva, a árvore fonte foi removida para evitar sua proliferação. Apresentando dispersão de sementes pelo vento, rápido crescimento e ampla distribuição da espécie no país em função da utilização ornamental, constitui um risco a ser monitorado com o devido cuidado.

Impactos
Flores com alcalóides tóxicos que causam alucinações. Para a fauna, causa envenenamento de beija-flores e abelhas.Apresenta intensa regeneração natural com tendência a formar densos agrupamentos, impedindo o crescimento de outras espécies e reduzindo a biodiversidade. Impede o desenvolvimento sucessional das florestas que invade à medida que forma densos aglomerados e ocupa o espaço de espécies nativas. A dispersão de sementes pelo vento em muito dificulta o controle da dispersão.

Manejo e Controle
em pesquisa.

Toda ação de controle químico requer uso de equipamento adequado e material de segurança, como luvas e máscara. Seguir sempre as instruções do fabricante e proceder à devolução da embalagem.

Referências
CORRÊA, M. P. Diccionário das plantas úteis do Brasil e das exóticas cultivadas. Rio de Janeiro, Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, 1978. v. VI. P. 304.
SANDWITH, N. Y.; HUNT, D. R. Flora ilustrada catarinense: Bignoniáceas. Itajaí, Santa Catarina. Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal. Herbário Barbosa Rodrigues. 1974. 172 p. p. 67.
PACIFIC ISLAND ECOSYSTEMS At RISK (PIER) - Spathodea campanulata. http://www.hear.org/pier/spcam.htm Acessado em 22/09/2003.
BARCELLOS, D. C. Plantas ornamentais tóxicas – Spathodea campanulata. http://www.plantastoxicas.hpg.ig.com.br/toxicas/spacam.htm Acessado em 22/09/2003.
FERREIRA, D. T. et. al. Spathodea campanulata, constituintes químicos das raízes e atividade antioxidante. Acessado em 22/09/2003. http://www.sbq.org.br/ranteriores/23/resumos/1076-1/

Fact sheets provided by The Horus Institute for Environmental Conservation and Development (Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental)



Updated January 2005