Pittosporum undulatum Vent.
Nomes Comuns: Pau-incenso
Familia: Pittosporaceae
Origem: Austrália
Descrição e Fenologia da Espécie
Árvore de até 10 m de altura, casca cinzenta. Copa piramidal
e folhas perenes ovado-lanceoladas, agudas, de margem ondulada. Flores
em cimos, com pétalas brancas, lanceoladas. Os frutos são
cápsulas obovóides, glabras, bivalvas, cor de laranja quando
maduros.
A floração ocorre entre os meses de setembro e novembro
e a frutificação entre os meses maio e julho. Em meados
de outubro os frutos se abrem e liberam as sementes. Sendo que uma árvore,
chega a produzir até 37.500 sementes.Flores e frutos possuem um
forte odor.
Ecologia da Espécie
A plantas de P. undulatum toleram variados tipos de solos, até
os com baixa fertilidade natural e com pouca matéria orgânica.
Prefere ambientes ensolarados e abertos, contudo este fator não
é limitante.
Começa a produzir sementes entre 5 e 6 anos quando já atingiu
aproximadamente 8 cm de diâmetro (DAP).
Ambientes Preferenciais Para Invasão
Desenvolve-se com facilidade em ambientes degradados em com muita incidência
de sol. Invade ambientes abertos com vegetação de pequeno
porte ou com árvores pouco adensadas.
Ocorrências Conhecidas
É reconhecidamente invasora em diversas unidades de conservação
de Portugal e em áreas montanhosas da Jamaica e de Bermuda.
A prefeitura de Campo Grande – MS, incentiva o plantio em arborização
urbana. Em Curitiba – PR esta espécie também é
encontrada nas ruas da cidade. Está caracterizada como invasora
na Floresta Ombrófila Mista, com araucária, em diversos
locais da região metropolitana de Curitiba e nos arredores da Barragem
de Voçoroca, em Tijucas do Sul, Paraná, aonde foi introduzida
como ornamental.
Impactos
As plantas de P. undulatum formam densos aglomerados que impedem o crescimento
de outras espécies. Observou-se que esta espécie possui
uma enorme capacidade de atrair polinizadores, o que diminui a disponibilidade
de agentes polinizadores para as plantas nativas e maximiza a produção
de frutos e sementes.
O caule de P. undulatum não possui a capacidade de abrigar plantas
epífitas, diminuindo a diversidade destas no ambiente invadido
(GOODLAND & HEALEY, 1997).
Manejo e Controle
Pittosporum undulatum possui intensa regeneração de troncos e raízes,
o que torna a remoção mecânica trabalhosa e cara.
O controle mais indicado para P. undulatum é o anelamento com corte
do xilema e imediata aplicação de herbicida glifosato diluído
em água a 30%. A aplicação pode ser com pincel, sendo
que deve ser feita no momento do corte para ter maior efetividade, em
questão de segundos.
Eventuais rebrotas devem ser tratadas com glifosato diluído em
água a 2% na forma de aspersão foliar, quando atingirem
20 a 30 cm de altura. Este processo deve ser repetido até que não
haja mais rebrotas.
O controle mecânico não se mostrou eficaz no controle da
espécie. Trabalhos realizados na Jamaica indicam que cerca de 50%
das plantas arrancadas manualmente rebrotaram a partir da raiz e que 72%
das árvores cortadas rebrotaram no tronco. O anelamento da planta,
com corte do xilema, sem aplicação de herbicida também
não se mostrou eficaz, pois estimulou a rebrota em 53% das plantas.
Toda ação de controle químico
requer uso de equipamento adequado e material de segurança, como
luvas e máscara. Seguir sempre as instruções do
fabricante e proceder à devolução da embalagem.
Referências
ARBORIUM: Atlas das árvores de leiria – http://www.arborium.net/final/listaespecies_letra.html
– Acessado em 16/09/2003.
GOODLAND, T. C. R.; HEALEY, J. R.; The control of the Australian tree
Pittosporum undulatum in the Blue Mountains of Jamaica – School
of Agricultural and Forest Sciences, University of Wales. Bangor; 1997.
25p. Disponível em http://www.bangor.ac.uk/~afs101/iwpt/invasive1a.htm.
Acessado em 16/09/2003.
The effect of Pittosporum undulatum on the native vegetation of the Blue
Mountains of Jamaica - University of Wales. Bangor. 1997. Disponível
em http://www.bangor.ac.uk/~afs101/iwpt/invasive1a.htm.
Acessado em 16/09/2003.
Mata do Buçaco: Flora –
http://www.asterisco.com.pt/bucaco/flora/outras.html – Acessado
em 16/09/2003.
PEREIRA, A.; MAZZEI, K.; LEITE, M. O. - Parque Estadual da Cantareira,
a maior floresta urbana nativa do mundo - http://www.iflorestsp.br/cantareira/
- Acessado em 16/09/2003.
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